ATENÇÃO
APOSENTAÇÕES ANTECIPADAS
A penalização pela idade passará dos 4,5% para os 6%, a partir da publicação do Orçamento de Estado.
Nota: Os docentes que acedam ao índice 370 não ficarão penalizados com este aumento.
Para mais informações, contacte o SNPL.
Concurso de
recrutamento para o exercício de funções docentes de ensino português no
estrangeiro
Abertura de concurso
para destacamento nas escolas europeias
REVISÃO DO ECD
Negociação com o Ministério da Educação
Foi
assinado, ontem, 7/1/2010, o “ACORDO DE PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO ESTATUTO
DA CARREIRA DOCENTE E DO MODELO DE AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES DOS ENSINOS
BÁSICO E SECUNDÁRIO E DOS EDUCADORES DE INFÂNCIA”, que aqui disponibilizamos
para download.
Está
dado o “pontapé de saída” para a pacificação das Escolas e futuras negociações,
a saber:
2.
- Alteração do modelo de gestão.
3.
- Organização do tempo de trabalho dos docentes.
4.
- Avaliação externa para os avaliadores.
5.
- Faltas para acompanhamento de filhos menores a consultas médicas.
A Direcção Nacional

REUNIÕES COM O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
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Matérias |
Datas |
Horas |
|
Estrutura da Carreira Docente |
25/11/2009 |
11.30h |
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Estrutura da Carreira Docente |
02/12/2009 |
17.00h |
|
Avaliação de Desempenho Docente |
09/12/2009 |
11.30h |
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Avaliação de Desempenho Docente |
16/12/2009 |
17.00h |
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Transição entre modelos |
23/12/2009 |
11.30h |
|
Transição entre modelos e
Conclusão |
30/12/2009 |
17.00h |
Proposta de metodologia negocial
|
Matérias |
Datas |
Acções |
|
Estrutura da Carreira
Docente |
25/11/2009 |
- Reunião. - Apresentação pelo ME de proposta sobre a matéria em
negociação. |
|
Estrutura da Carreira
Docente |
30/11/2009 |
- Envio pelas Organizações Sindicais Representativas
dos Docentes de respostas ao conteúdo da proposta do ME. |
|
Estrutura da Carreira
Docente |
02/12/2009 |
- Reunião. - Análise das respostas das Organizações Sindicais. - Apresentação pelo ME de proposta sobre a matéria em
negociação na reunião seguinte. |
|
Avaliação de Desempenho |
09/12/2009 |
- Reunião. |
|
Avaliação de Desempenho |
14/12/2009 |
- Envio pelas Organizações Sindicais de respostas ao
conteúdo da proposta do ME. |
|
Avaliação de Desempenho |
16/12/2009 |
- Reunião. - Análise das respostas das Organizações Sindicais. - Apresentação pelo ME de proposta sobre a matéria em
negociação na reunião seguinte. |
|
Transição entre modelos |
23/12/2009 |
- Reunião. |
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Transição entre modelos |
28/12/2009 |
- Envio pelas Organizações Sindicais de respostas ao
conteúdo da proposta do ME. |
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Transição entre modelos Conclusão |
30/12/2009 |
- Reunião. - Análise das respostas das Organizações Sindicais. - Assinatura de acordo global. - Agendamento de outras matérias que eventualmente as Organizações
Sindicais pretendam negociar com o ME. |
FRENTE SINDICAL
PROPOSTAS
PARA 2010
Os
Sindicatos abaixo identificados: STE, SNPL, STI, SE, SPP e SIPE,
que convocaram esta conferência de imprensa, decidiram propor para 2010 um aumento salarial de 2,5%.
Razões para a proposta
avançada:
1. A taxa de inflação prevista para este ano
(-1%) apenas atenuou a perda do poder de compra registada para a generalidade
dos trabalhadores da Administração Pública durante os últimos 9 anos;
2. O
nível negociado para a contratação colectiva (sector privado) registou em 2009
um aumento médio nos 7 primeiros meses, sensivelmente igual à tabela negociada
para a função pública, resultando num valor positivo de 4,4% em termos
acumulados reais desde 2000;
3. Perspectiva-se actualmente uma inversão da
tendência de descida da inflação para 2010, prevendo-se que se venha a situar
em + 1,3%, de acordo com a Comissão Europeia;
4. Os
preços da energia deverão aumentar cerca de 5,9% em 2010, invertendo a quebra
verificada nos 9 primeiros meses do corrente ano e os preços dos bens, excluindo
os produtos energéticos, tenderão a acelerar para mais 0,7% em 2010, mais 5% do
que no corrente ano;
5. O preço do petróleo tem vindo a subir nos
últimos meses, devendo originar uma subida dos preços dos combustíveis, com
efeitos no aumento dos custos das empresas e afectando a competitividade dos
seus produtos e a erosão do poder de compra.
Se a tudo isto juntarmos a
tendência para um forte crescimento dos preços na educação e na alimentação,
previsto para 3,5% e 2,8%, respectivamente, bem como a anunciada subida das
tarifas da electricidade através de preocupantes 2,9% em 2010, estamos perante
um clima de recessão económica de grande amplitude pelo segundo ano
consecutivo.
Atendendo
à necessidade de recuperação de algum poder de compra, mas tendo em conta,
também, a necessidade de contribuirmos para o desenvolvimento económico e
social, apostamos na contenção dos aumentos dos salários e das pensões,
propondo 2,5%.
Propomos, ainda, que o
subsídio de refeição (euros 4,27/dia) seja aumentado para euros 6,00; uma
actualização de 2,5% para as ajudas de custo, o subsídio de transporte e outros
suplementos remuneratórios.
Propomos
também:
A actualização dos escalões
do IRS (que tem vindo a ser feita abaixo da taxa de inflação) em 2,5%;
O aumento da dedução específica
aos rendimentos do trabalho dependente de 72% para 80% do salário mínimo
nacional;
A manutenção da dedução
específica anual para os aposentados de euros 6000,00;
Que passem a poder ser
dedutíveis à colecta os encargos suportados com prémios de Seguros de Saúde a
considerar nas despesas de Saúde sem limite máximo, acções de formação
profissional e quotizações para Ordens e Associações Profissionais;
O alargamento da ADSE a
todos os trabalhadores, bem como a todas as valências, com actualização de 2,5%
para as tabelas de comparticipação do regime livre, a institucionalização, em
2010, de um seguro de acidentes de trabalho para todos os trabalhadores, apoio
judiciário e regulamentação, em 2010, do acesso às situações de pré-reforma.
A
nossa proposta para 2010 contempla ainda:
1. Dado que o
sistema de avaliação de desempenho continua a contemplar apenas 1/3 dos
trabalhadores da Administração Pública, importa desde já suspendê-lo e promover
a sua revisão que deverá incluir a avaliação dos serviços com publicitação dos
indicadores respectivos e avaliação dos avaliadores pelos avaliados, bem como a
eliminação de quotas ou a sua progressiva redução;
2. No que se refere à revisão das carreiras e corpos especiais, há que acordar uma
calendarização não superior a 120 dias para completar a sua revisão, bem como
de níveis remuneratórios de cargos e funções em comissão de serviço, e
regulamentar os suplementos remuneratórios;
3. A alteração do Estatuto do Pessoal Dirigente no sentido de uma maior exigência
quanto ao recrutamento, designadamente em termos de experiência profissional e
de independência técnica;
4. O
inventário das situações de outsourcing
na Administração Pública, responsáveis pelo aumento da despesa e
pelo empobrecimento da Administração, com o aumento da clientelização e da
corrupção.
É desta forma que queremos
contribuir, mais uma vez, para uma Administração Pública regida por regras de
transparência e que, não obstante a crise, possa corresponder ao que dela
justamente se espera.
Lisboa, 2009-11-17
SNPL - SINDICATO NACIONAL DOS PROFESSORES LICENCIADOS
TEL.: 21 846 43 71 – FAX: 21 846 43 73 –
E-mail: s.n.p.l@mail.telepac.pt
STE - SINDICATO DOS QUADROS TÉCNICOS DO ESTADO
TEL.: 21 386 00 55 – FAX: 21 386 07 85 –
E-mail: ste@ste.pt
STI - SINDICATO DOS TRABALHADORES DOS IMPOSTOS
TEL.: 21 816 17 10 – FAX: 21 815 00 95 –
E-mail: sti_sg@netcabo.pt
SE - SINDICATO DOS ENFERMEIROS
TEL.: 707 204 040 – FAX: 22 519 40 49 –
E-mail: presidente@enfermeiros.pt
SPP - SINDICATO DOS PROFISSIONAIS DE POLICIA
TEL.: 21 361 09 41 – FAX: 21 361 11 27 –
E-mail: sede@spp-psp.pt
SIPE - SINDICATO INDEPENDENTE DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
TEL.: 22 207 6060 – FAX: 22 207 6069 –
E-mail: sipe.nacional@gmail.com
LUZ AO FUNDO DO TUNEL COM NOVA EQUIPA
MINISTERIAL
Substituição
do modelo de avaliação, divisão da carreira em duas categorias, recuperação da
contagem do tempo de serviço prestado entre 30 de Agosto de 2005 e 31 de
Dezembro de 2007, Revisão do regime de vínculos, carreiras e remunerações da
Administração pública, foram algumas das propostas apresentadas pelo SNPL à
nova equipa ministerial na reunião que decorreu ontem no Ministério da
Educação.
A nova
Ministra da Educação Dr.ª Isabel Alçada teve uma atitude aberta e dialogante
com as organizações sindicais. Demonstrou vontade de, o mais breve possível,
encetar negociações no sentido da revisão do ECD, e da substituição do actual
modelo de avaliação.
Referiu ainda,
no decorrer da reunião, que está bastante preocupada com o clima que se
vive nas escolas, assegurando que pretende devolver aos professores a dignidade
da profissão que lhes tem sido retirada.
O Ministério
da Educação comprometeu-se a enviar com a máxima brevidade (do decorrer da
próxima semana), uma proposta de calendário negocial onde se irão
renegociar as decisões do ME que tanto desmotivaram os professores nas escolas
e provocaram as grandes manifestações nas ruas.
O SNPL mantém
uma enorme expectativa nesta nova equipa ministerial, não abdicando das
propostas pelas quais se debateu, no decorrer dos últimos anos.
Em
conformidade e porque o SNPL mantém contacto com todos os partidos com assento
parlamentar no sentido de lhes transmitir todas as preocupações e dificuldades
da classe docente, irá ser recebido no próximo dia 17 de Novembro pelas 12H
pelo grupo parlamentar do PSD e no dia 18 de Novembro pelas 11H pelo grupo
parlamentar do PCP.
A
Direcção Nacional
Decreto-Lei n.º 270/2009. D.R. n.º 190, Série I de 2009-09-30
Procede à nona alteração ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, e à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho
ADMNISTRAÇÃO PÚBLICA
ACORDO COLECTIVO DE CARREIRAS GERAIS
ASSINADO A 11/09/2009
· Sindicato
dos Quadros Técnicos do Estado
· Sindicato
dos Trabalhadores dos Impostos
· Sindicato
dos Enfermeiros
· Sindicato
Independente dos Profissionais de Enfermagem
· Sindicato
dos Profissionais de Polícia,
Assinou
hoje um Acordo Colectivo de Carreiras Gerais, que pode abranger mais de 300 mil
trabalhadores.
Trata-se da conclusão de uma
negociação iniciada em Abril, no seguimento da aprovação pelo Governo do Regime
do Contrato de Trabalho em Funções Públicas.
É com base neste diploma que
têm vindo a ser promovidas alterações penalizadoras dos horários dos trabalhadores e, em muitos Serviços, dada por finda a jornada contínua.
a) Frequência
de acções de formação: as
entidades empregadoras públicas devem abster-se de impedir a frequência de
acções de formação, em regime de auto-formação;
b) O
período experimental é de:
- 120
dias para os assistentes técnicos e de
- 180
dias para os técnicos superiores;
c) Horário
flexível:
· Devem
ser previstas plataformas fixas, da parte da manhã e da parte da tarde que, no
seu conjunto, não podem ter duração inferior a quatro horas;
· Não
podem ser prestadas, por dia, mais de nove horas de trabalho;
· O
cumprimento da duração do trabalho deve ser aferido por referência a período de
um mês;
· No
final de cada período de referência há lugar:
- à
marcação de falta, a justificar, por cada período igual ou inferior à duração
média diária do trabalho;
- à
atribuição de créditos de horas até ao máximo de período igual à duração média
diária do trabalho;
d) Jornada
contínua:
· Consiste
na prestação ininterrupta de trabalho, exceptuado um único período de descanso
não superior a 30 minutos que, para todos os efeitos, se considera tempo de
trabalho;
· Deve
ocupar, predominantemente, um dos períodos do dia e determinar uma redução do
período normal de trabalho diário nunca superior a uma hora;
· Pode
ser autorizada:
- a
trabalhador progenitor com filhos até à idade de 12 anos ou com deficiência ou
doença crónica;
- a
trabalhador estudante;
- a
pedido do trabalhador, sempre que circunstâncias relevantes o justifiquem;
e) Isenção
de horário de trabalho: Pode
ser atribuída, mediante celebração de acordo escrito, a
· técnico
superior
· coordenador
técnico;
f) Teletrabalho: entre o trabalhador e a entidade
empregadora pública pode ser celebrado um acordo escrito para a prestação
laboral com subordinação jurídica fora do serviço e através do recurso a
tecnologias de informação e comunicação.
Estão em causa, essencialmente,
tarefas com autonomia técnica.
A duração inicial do acordo não
pode exceder um ano.
E
é a partir deste acordo que, de futuro, poderão ser celebrados Acordos
Colectivos de Entidade Empregadora Pública.
a) As limitações evidenciadas pelo Governo no
que se refere ao quadro de remunerações que a lei faz depender da contratação colectiva
e que prejudicaram a amplitude do acordo;
b) A não consideração da previsão de um
suplemento remuneratório para a isenção de horários;
c) O não alargamento do horário de trabalho
nocturno a todos os trabalhadores;
d) A não consideração da necessidade de uma
protecção acrescida para as situações de indignidade laboral, designadamente
através da definição de procedimentos desencadeados pela notícia de ocorrência
de assédio moral.
Decreto Regulamentar n.º 14/2009. D.R. n.º 162, Série I
de 2009-08-21
Ministério da
Educação
Prorroga a
vigência do Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009,
de 5 de Janeiro, que estabelece o regime transitório de avaliação de desempenho
do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.
Portaria n.º 942/2009. D.R. n.º 162, Série I
de 2009-08-21
Ministérios
das Finanças e da Administração Pública e da Educação
Regula o recrutamento de pessoal
docente para grupos, subgrupos e disciplinas de formação artística do ensino
artístico especializado da Música e da Dança, por parte dos estabelecimentos de
ensino públicos legalmente competentes para o efeito
ACESSO À CATEGORIA DE PROFESSOR TITULAR
Despacho n.º 19255/2009. D.R. n.º 161, Série II de 2009-08-20
Ministério da Educação - Gabinete da Ministra - Define os requisitos formais do trabalho a anexar ao requerimento de realização da prova pública para admissão a concurso de acesso para lugares da categoria de professor titular
Manual de instruções da candidatura
electrónica - 17/08/2009
Despacho sobre os requisitos formais
do trabalho - 17/08/2009
Nota Informativa n.º 1 -
17/08/2009
Decreto-Lei n.º 104/2008, 24 de Junho
- 17/08/2009

Aviso n.º 11875/2009. D.R. n.º 128, Série
II de 2009-07-06
Ministério
da Educação - Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação
Aviso de
publicitação das listas definitivas de ordenação, de exclusão e colocação ao
concurso de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e
secundário para o ano escolar de 2009-2010
a
Aviso n.º 11010/2009. D.R. n.º 115, Série II de 2009-06-17
Ministério da Educação - Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação
Aviso de publicitação das listas provisórias de candidatos admitidos e ordenados e de candidatos excluídos ao concurso de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário para o ano escolar de 2009-2010, grupo de recrutamento de Espanhol, código 350
Listas de colocação definitivas – Aceda à aplicação de consulta e aceitação
(Aceitação até dias 17 de Junho às 24 horas)
LISTA DEFINITIVAS DE ADMISSÃO/EXCLUSÃO E DESISTÊNCIA
A
A
a
a
A
PROPÓSITO DE MAIS UMA DESPROPOSITADA DECLARAÇÃO DO SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO
SOBRE A LUTA DOS PROFESSORES
O Senhor
Primeiro-Ministro mostrou-se incomodado com o facto de representantes de
partidos políticos se terem deslocado à Manifestação Nacional dos Professores
e, aí, saudado e manifestado solidariedade para com os professores e a sua
luta.
De facto,
apesar de não ter sido dirigido qualquer convite aos partidos políticos,
entenderam alguns destes – CDS/PP, PSD, PEV, PCP e BE – comparecer, presença
que a Plataforma Sindical considera importante e valorizadora da própria luta
dos professores, ainda mais num momento em que o país entrou num ciclo
eleitoral em que se incluem Legislativas. A solidariedade manifestada pelos
partidos políticos para com os docentes e a identificação com muitas das
soluções propostas pelas organizações sindicais para superação dos principais
problemas da Educação, reforçam a confiança dos professores e educadores em
relação ao futuro.
Para a
Plataforma e para os professores, teria sido importante que o PS também tivesse
estado presente, mas, em coerência com a que tem sido a sua postura, não o fez.
De facto, quando, em diversos momentos, foram solicitadas reuniões aos partidos
políticos, todos, com excepção do PS, as aceitaram.
A última
ronda de reuniões teve lugar já no presente ano lectivo, em Novembro, nos dias
19 (PCP), 20 (PSD), 21 (BE), 25 (CDS/PP) e em 10 de Dezembro (PEV). Também em
Dezembro, no dia 5, todos os partidos, com excepção do PS, se solidarizaram e
fizeram representar pelos seus grupos parlamentares na vigília que a Plataforma
Sindical promoveu junto ao ME, nos dias 4 e 5 daquele mês, onde intervieram.
Portanto,
as manifestações de solidariedade dos partidos políticos para com os
professores e a sua luta, bem como a ausência do PS, correspondem a decisões
legitimamente tomadas, mas que não são novas. Nova e lamentável foi a reacção
do Senhor Primeiro-Ministro!
Saudação aos Professores e
Educadores: A
Plataforma Sindical dos Professores saúda todos os professores e educadores que
no passado dia 30 de Maio, uma vez mais, fizeram ouvir, de forma
extraordinariamente impressionante, o que pensam do rumo das actuais políticas
para a Educação e o que exigem para o futuro. Este envolvimento dos docentes na
defesa de uma Escola Pública de Qualidade e de uma profissão dignificada e
valorizada tem sido e continuará a ser decisiva para que esses elevados
objectivos sejam alcançados.
A
Plataforma Sindical dos Professores
MANIFESTAÇÃO – 30 DE MAIO DE 2009
PROFESSORES REPÚDIAM POLÍTICA DO ME!
MOÇÃO
Para
quem olhe de forma desapaixonada e objectiva para o estado da Educação após
esta legislatura de maioria absoluta, inevitável é concluir que a Escola se
degradou, as aprendizagens foram menosprezadas e a profissão docente foi
violentamente agredida.
Degradou-se
a Escola porque nela se instalou o profundo desânimo e a revolta de quem se
sentiu ferido na sua dignidade por um ministério mais interessado na propaganda
e no populismo bacoco, intencionalmente dirigido ao aplauso fácil do senso
comum, culpando, arbitrariamente, os professores e educadores das dificuldades,
fraquezas e insucessos que o sistema educativo obviamente apresenta. Ficarão
para a história da indecência e do embuste social, as mentiras propaladas aos
sete ventos sobre as faltas dos docentes e os seus supostos privilégios e
ficará sempre a doer no coração dos professores a cobarde afirmação de MLR de
que quando uma criança abandona a escola é porque já foi abandonada pelos seus
professores.
Degradou-se
a Escola quando uma visão mesquinhamente administrativista conduziu a um número
absurdo de intermináveis reuniões acrescidas, a períodos de permanência inútil
na escola para mero cumprimento de horário, retirando o tempo, a disposição e a
alegria indispensáveis ao exercício pleno da profissão docente no que ela tem
de mais essencial – a prática pedagógica.
Degradou-se
a Escola ao ser imposto mais trabalho burocrático e não serem criadas melhores
condições de trabalho.
Degradou-se
a escola baixando a qualidade e a exigência das aprendizagens, na procura de
mentiras estatísticas que procuram iludir a realidade.
Degradou-se
a Escola com um estatuto do aluno rapidamente entendido como um convite à
ausência às aulas e um incentivo à indisciplina.
Aos
professores e educadores portugueses foi imposto um conceito distorcido e
nefasto da sua profissão: lá onde se impunha - e a tradição consagrara – a
solidariedade e o trabalho colectivo e cooperante impôs o ME uma divisão
absurda entre professores e professores titulares e tentou aplicar um modelo de
avaliação de desempenho assente na concorrência e no mais extremo
individualismo, castrador do efectivo reconhecimento do mérito.
Mas
é necessário que aqui se diga, de forma clara, sonora e pública, aquilo que
todos nós sabemos e que o ME finge ignorar: este ano não houve qualquer
processo minimamente sério de avaliação de desempenho dos docentes! O que se
passou - e está a passar - é uma completa fraude com consequências
imprevisíveis para o futuro se a dignidade e o bom senso não conseguirem pôr,
de imediato, termo a este logro.
Alega
o governo e, em particular, o Ministério da Educação que era necessário
proceder a reformas inadiáveis. É evidente que há que proceder a reformas para
a melhoria do nosso sistema educativo, ninguém melhor do que os professores o
sabe. Mas é preciso não saber nada de Educação para admitir que seja possível
qualquer reforma útil e persistente criando uma imagem socialmente negativa da
classe docente, agredindo-a com uma violência nunca vista em regime
democrático, destruindo a sua confiança, menorizando a sua dedicação e
competência. No campo da Educação, o Governo fez da maioria absoluta de que
dispôs nestes 4 anos uma arma de arremesso contra a Escola Pública e contra os
professores; transformou a maioria absoluta na ditadura da incompetência, da
arrogância e da intimidação.
Os
professores e os educadores, porque amam a escola e a sua profissão não
desistiram. Nem vão desistir! Exigem, ainda, do Ministério da Educação uma
atitude séria no que respeita às negociações calendarizadas para o mês de Junho
em torno das alterações a introduzir no ECD, na definição de regras para os
horários do próximo ano lectivo e da substituição deste modelo de avaliação de
desempenho, por um outro que seja justo, coerente, e pedagogicamente útil.
E
não deixarão, pelas formas democraticamente previstas, de alertar os candidatos
a deputados e, portanto, à constituição do próximo governo para a urgência de
uma mudança radical na política educativa, que, com os professores e
educadores, se lance na gigantesca tarefa da (re)construção de uma Escola
Pública de Qualidade para Todos – porque essa Escola é uma “pedra de toque” de
uma sociedade mais justa.
O
futuro constrói-se com os professores e não contra os professores. O futuro
somos nós, os que não desistimos, os que exigimos respeito, os que apostamos na
dignidade da nossa profissão, na qualidade da Escola Pública e num futuro de
sucesso para todas as crianças e jovens.
Lisboa
30 de Maio de 2009
A Manifestação Nacional de Professores e
Educadores
A ENVIAR PARA:
Presidente
da República; Presidente da Assembleia da República; Primeiro-Ministro;
Ministra da Educação; Grupos Parlamentares; Direcções dos Partidos Políticos.
CONCURSOS 2009
LISTAS PROVISÓRIAS DE ORDENAÇÃO/EXCLUSÃO
CONTRATOS POR TEMPO INDETERMINADO
- TRANSICAO FOI SUSPENSA -
DREC
RECUA PERANTE A ILEGALIDADE DO FIM DO VÍNCULO DE NOMEAÇÃO.
Numa informação enviada pela Direcção Regional de Educação do Centro para os órgãos de gestão das escolas/agrupamentos é dada a orientação de que devem ser corrigidos todos os procedimentos que tenham transformado nomeações definitivas em contratos de trabalho por tempo indeterminado, os quais foram publicitados em listas publicadas e afixadas nas salas de professores.
O SNPL consciente das ilegalidades, declarou "guerra jurídica" ao ME, no sentido de travar esta ilegalidade elaborando os recursos hierárquicos interpostos por inúmeros docentes das Escolas de todo o país.
TODOS ESTES CASOS
MERECEM SER DENUNCIADOS
NÃO HESITE EM FAZÊ-LO
a
Publicitação das listas provisórias de candidatos admitidos e ordenados e de candidatos excluídos ao concurso de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário para o ano escolar de 2009-2010.
CONTRATO POR TERMO INDETERMINADO
O SNPL alerta os seus associados
para a modificação unilateral da relação jurídica de emprego público e do
vínculo constitutivo da mesma.
Logo que seja notificado(a) ou
tenha conhecimento da lista nominativa de transição de quadro de nomeação
definitiva para contrato de trabalho por tempo indeterminado, contacte o SNPL.
A
Direcção Nacional
Aviso (extracto) n.º 9330/2009
Casa Pia de Lisboa (12 A 18 de Maio de 2009)
Concurso externo/Suprimento de
necessidade transitórias de educadores de infância e de professores dos ensinos
básico e secundário, nos termos do previsto e regulado pelo Decreto-Lei n.º
20/2006, de 31 de Janeiro, com as alterações introduzidas pelo Decreto–Lei n.º
51/2009, de 27 de Fevereiro, aplicável à Casa Pia de Lisboa, I.P., por força do
disposto no n.º 2 do artigo 16.º do Decreto–Lei n.º 397 -A/2007, de 31 de
Dezembro.
CONFERÊNCIA
DE IMPRENSA
PROFESSORES
EXIGEM E LUTAM
PELA
DIGNIFICAÇÃO DA PROFISSÃO, PELA VALORIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA, POR UMA MUDANÇA
NA POLÍTICA EDUCATIVA!
EXIGÊNCIAS
QUE COLOCAM AO ACTUAL GOVERNO E COMPROMISSOS
QUE ESPERAM DOS PARTIDOS
POLÍTICOS
A
Plataforma Sindical dos Professores promoveu a Semana de Consulta dos
Professores em que se realizaram cerca de 1.400 reuniões sindicais. Este é um saldo
extremamente positivo, uma vez que esta semana decorreu já no 3.º período
lectivo, aproximando-se já o final das actividades lectivas.
Nesta
ampla consulta realizada, a que se juntaram inúmeros contributos individuais e
colectivos que chegaram aos Sindicatos, destacou-se o clima de grande
insatisfação e profunda indignação dos professores que continua a sentir-se nas
escolas, principalmente pelas seguintes razões:
1. - A recusa do Ministério da
Educação de alterar os aspectos mais gravosos do Estatuto de Carreira que impôs
aos professores, mantendo-se inflexível em relação à divisão dos professores em
categorias, ao modelo de avaliação que insiste em aplicar, incluindo as quotas
que impedem o reconhecimento e distinção do verdadeiro mérito, à absurda prova
de ingresso (que hoje confirma com o envio de um projecto em que se limita a
reafirmar as suas posições), entre outros aspectos. Esta postura do ME está a
transformar a prevista revisão do ECD num processo de meros acertos técnicos em
que uma ou outra aparente melhoria se destina, apenas, a consolidar as opções
políticas que levaram à configuração do actual estatuto;
2. - A obstinação do ME em manter um modelo de avaliação perverso
e injusto e que não corresponde às necessidades das escolas e dos professores,
agravado pelo conjunto de ameaças que os responsáveis da equipa ministerial têm
dirigido aos professores. Acresce o facto de os procedimentos adoptados para
este ano serem de constitucionalidade e legalidade duvidosa;
3. - A sobrecarga de trabalho que, decorrente de horários
pedagogicamente desadequados, se abate sobre os professores retirando-lhes
disponibilidade para o que é mais importante na sua actividade profissional e
interfere na própria qualidade do ensino;
4. - A preocupação com que aguardam o resultado de um
concurso de que deverá resultar um forte agravamento das situações de
desemprego e de instabilidade profissional, e desacordo em relação a perversos
critérios de recrutamento de docentes para os TEIP (experiência anunciada para
acabar com os concursos de professores), que apresentam uma elevada carga de
subjectividade, põem em causa direitos profissionais e levantam dúvidas no
plano da legalidade;
5. - Outras razões que, em muitas reuniões, os
professores referiram com preocupação, tais como, a alteração da natureza do
regime de vínculo laboral, a implementação do novo modelo de gestão, as novas
regras da Educação Especial, para considerar apenas alguns dos aspectos mais
focados.
Em
síntese, os professores e educadores portugueses mantêm um profundo desacordo
face às políticas educativas do actual Governo, ao desrespeito que a equipa do
ME continua a manifestar pelos professores e pela Escola Pública e desejam uma
mudança profunda do rumo dessas políticas, pretendendo deixar, desde já, um
forte sinal, nesse sentido, também ao próximo Governo.
Num
momento em que o ano lectivo, bem como a Legislatura se aproximam do final,
entendem os professores e a sua Plataforma Sindical que é tempo de voltar à rua
e de, com grande visibilidade, expressarem:
1. - O seu mais veemente protesto pelas políticas educativas do Governo que, nos
últimos 4 anos, desvalorizaram a profissão e a carreira docente e retiraram
capacidade às escolas para cumprirem, em pleno, o seu papel;
2. - A sua exigência, junto do actual Governo e do ME em
particular, de uma verdadeira revisão do
ECD que elimine a divisão dos professores em categorias, imposta por razões
de ordem administrativa e financeira, que revogue a absurda prova de ingresso
na profissão, que reveja profundamente o modelo de avaliação, acabando, também,
com as quotas que o condicionam;
3. - A exigência de suspensão,
este ano, do “simplex” avaliativo que, para além da sua natureza negativa,
é de constitucionalidade e legalidade duvidosa podendo, por isso, todos os
procedimentos desenvolvidos ser revogados pelos tribunais. O início imediato do processo de substituição
do actual modelo de avaliação, tendo por base, até pela ausência de
qualquer proposta do ME, as propostas sindicais apresentadas;
4. - A negociação, ainda este ano lectivo, de normas
pedagogicamente adequadas com vista à organização
das escolas e à elaboração dos horários dos professores para o próximo ano
lectivo;
5. - A necessidade de o próximo Governo dar a atenção
devida à Educação, investindo inequivocamente no sector, tomar medidas que
dignifiquem e valorizem, profissional, material e socialmente, os docentes e
que contribuam para a valorização da Escola Pública, deixando, desde já, esse sinal
aos partidos políticos que agora elaboram os seus programas e assumem os seus
compromissos eleitorais.
Com
os objectivos antes descritos, a Plataforma Sindical dos Professores, depois de
ouvidos os professores e educadores e no respeito pelas decisões de cada
organização que a integra, decide, ao longo do mês de Maio, levar por diante as
seguintes acções e lutas:
- 12 de Maio: Divulgação pública de uma Carta Aberta ao Senhor Primeiro-Ministro, dando
conta do grande descontentamento que existe no sector e sobre as suas razões;
- 20 de Maio: Entrega, no Ministério da Educação,
do Abaixo-Assinado “Por uma revisão do
ECD que corresponda às exigências dos Professores; Pela substituição do actual
modelo de avaliação; por negociações sérias!”
- 26 de Maio: Jornada
Nacional de Protesto, de Luta e de Luto dos Professores e Educadores. Neste
dia, para além da manifestação de luto dos professores e das escolas, os docentes
paralisarão dois tempos lectivos (90 minutos), durante os quais aprovarão
posições de escola;
- 30 de Maio: Manifestação
Nacional dos Professores e Educadores Portugueses de protesto e rejeição da
política educativa do actual Governo, de exigência
de revisão efectiva do ECD, de suspensão e substituição do actual modelo de
avaliação do desempenho e de manifestação,
junto dos partidos políticos, da necessidade de assumirem compromissos claros
no sentido de, na próxima Legislatura, ser profundamente alterado o rumo da
política educativa e revistos quadros legais que impõem medidas muito negativas
e gravosas, como é o caso do Estatuto da Carreira Docente, entre outros.
A
realização de outras acções e lutas comuns dependerá da avaliação que, em cada
momento, a Plataforma Sindical dos Professores fizer da situação.
No
quadro da sua acção específica, cada organização sindical levará, ainda, por
diante outras iniciativas autónomas que pretendem contribuir para que se
alcancem estes objectivos que são comuns porque são dos Professores e
Educadores Portugueses.
Lisboa, 4 de
Maio de 2009
A
Plataforma Sindical dos Professores
a
ABAIXO-ASSINADO
POR UMA REVISÃO DO ECD QUE CORRESPONDA ÀS EXIGÊNCIAS
DOS PROFESSORES
PELA SUBSTITUIÇÃO DO ACTUAL MODELO DE AVALIAÇÃO
POR NEGOCIAÇÕES
SÉRIAS!
Em resultado da luta dos
professores e educadores, o Ministério das Educação foi obrigado a abrir um
processo negocial para revisão do Estatuto da Carreira Docente.
Rapidamente se concluiu, contudo,
não ser intenção do ME alterar qualquer dos aspectos essenciais do ECD –
divisão da carreira, prova de ingresso, quotas da avaliação, entre outros – ou,
sequer, antecipar a revisão do modelo de avaliação, como se comprometera.
Neste quadro, o ME não apresentou
qualquer proposta concreta, suspendeu unilateralmente as negociações, recusou
suspender o modelo de avaliação e intensificou as pressões, as ameaças e a
chantagem sobre os docentes. Entretanto, em 7 de Abril, o ME decidiu retomar as
reuniões enviando aos Sindicatos um documento em que, de novo, se limita a
reafirmar as suas posições em relação aos aspectos essenciais da carreira, numa
atitude que revela completa ausência de abertura para equacionar, sequer,
outras posições. Face a esta situação, os abaixo-assinados reafirmam:
1.
A
necessidade de suspender, este ano, o modelo de avaliação em vigor;
2.
A
exigência de negociar efectivamente a revisão do ECD, garantindo o fim da
divisão da carreira em categorias, a substituição do modelo de avaliação,
incluindo a eliminação das quotas, a revogação da prova de ingresso, entre
outros aspectos importantes para o bom desempenho das funções docentes;
3.
A
exigência de se iniciar, desde já, a revisão do modelo de avaliação de
desempenho.
Por fim, os docentes subscritores reafirmam o seu profundo desacordo em relação ao modelo de avaliação que continuam a considerar desqualificado, incoerente, desadequado, ineficaz por ser incapaz de contribuir para um ainda melhor desempenho dos professores e, em consequência, as boas aprendizagens dos alunos.
afaça
CONCURSO ESCOLAS PRIORITÁRIAS
Aplicações
Documentação
ENSINO DE PORTUGUÊS NO
ESTRANGEIRO
DECLARAÇÃO NEGOCIAL
DE ACORDO
O Ministério dos Negócios
Estrangeiros, através do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, as
Federações Sindicais Nacionais e os Sindicatos Nacionais representativos dos
Professores, através dos seus dirigentes nacionais abaixo designados, dão por
concluído o processo de negociação nos termos da Lei nº 23/98, de 26 de Maio,
para aprovação do Projecto de Decreto-Lei n.º 39/2009, sobre o Ensino Português
nos Estrangeiro.
Assim e nos termos desse processo,
declaram ter sido alcançado acordo negocial global:
1.
Quanto
à passagem das competências de tutela do Ensino Português no Estrangeiro para o
Ministério dos Negócios Estrangeiros, Instituto Camões, I.P..
2.
Quanto
ao regime jurídico da organização da modalidade do Ensino Português no Estrangeiro
e demais dispositivos que consagram direitos e deveres de todos os agentes
educativos que aí prestam ou venham a prestar serviço, conforme se propõe no Projecto
de Decreto-Lei n.º 39/2009, que altera e republica o Decreto-Lei n.º 165/2006,
de 11 de Agosto, relativo ao Ensino Português no Estrangeiro, em resultado das
negociações ora terminadas;
3.
Sem
prejuízo do acordo global a que chegaram com o Governo, os parceiros Sindicais
reservam para declaração anexa ao presente acordo as respectivas posições de
divergência específica ou de princípio.
Lisboa
e Palácio das Necessidades, 21 de Abril de 2009
Pelo
Ministério dos Negócios Estrangeiros,
Dr.
António Braga, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas;
Pela
Federação Nacional dos Professores – Fenprof,
Dr.
Mário Nogueira, Secretário Geral da Fenprof;
Pela
Federação Nacional da Educação – FNE,
Dr.
João Dias da Silva, Presidente da FNE;
Pela
Federação Nacional do Ensino e Inovação – FENEI,
Dr.
Carlos Chagas;
Pela
Federação Portuguesa dos Profissionais da Educação, Ensino, Cultura e
Investigação – FEPECI,
Dr.
José Nobre Ascenso;
Pelo
Sindicato Nacional dos Professores Licenciados – SNPL,
Eng.ª
Graziela Rodrigues;
Pelo
Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelo Politécnicos e
Universidades – SPLIU,
Mestre
Manuel Rolo Gonçalves;
Pela
Associação Nacional de Professores Licenciados – ASPL,
Dra.
Maria de Fátima Ferreira;
Pela
Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem,
Dr.
Filipe Paulo.
a
a
a
Portaria n.º 365/2009. D.R. n.º 68, Série I de 2009-04-07
Ministérios das Finanças e da Administração Pública e da Educação
Regula o procedimento concursal de recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário para os quadros dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas legalmente definidos como prioritários
a
Aviso n.º
5432-A/2009. D.R. n.º 50, Suplemento,
Série II de 2009-03-12
Ministério da Educação
Direcção-Geral dos
Recursos Humanos da Educação
Aviso de abertura do concurso de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário para o ano escolar de 2009-2010.
Códigos dos agrupamentos e escolas não agrupadas (Não inclui escolas prioritárias)
Prazos
de apresentação da candidatura
A candidatura iniciar -se -á a partir do dia 13 de Março de 2009 e será constituída por dois períodos iguais de acesso à aplicação, correspondentes a 10 dias úteis, em que se distribuirão os candidatos por ordem alfabética da primeira letra do primeiro nome próprio registado na inscrição obrigatória:
3.1.1 — Primeiro grupo, letras A a I — o prazo de candidatura será das 10.00 horas de 13 de Março às 18.00 horas de 26 de Março de 2009;
3.1.2 — Segundo grupo, letras J a Z — o prazo de candidatura será das 10.00 horas de 27 de Março às 18.00 horas de 9 de Abril de 2009;
3.2 — Estes períodos são completamente estanques entre si. Deste modo, os candidatos só podem aceder à aplicação acima num e só num dos dois grupos e prazos acima referidos.
a
aaa
PLATAFORMA
SINDICAL DOS PROFESSORES
PROMOVE
CORDÃO HUMANO PARA APONTAR RESPONSÁVEIS E RESPONSABILIDADES POR CRISE E
CONFLITOS NA EDUCAÇÃO
O
Cordão Humano, constituído por professores e educadores, que se realizará no
próximo sábado, dia 7 de Março, em Lisboa, é promovido pela Plataforma Sindical
dos Professores e, ligando Ministério da Educação, Assembleia da República e
Governo (residência oficial do Primeiro-Ministro) pretende dar relevo aos que
são os principais responsáveis pela profunda crise e pelo grave conflito que se
arrasta na Educação.
A
teimosa insistência num burocratizado e pouco qualificado modelo de avaliação
que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes e uma
previsivelmente frustrada revisão do ECD,
Os
professores e educadores que integrarão o Cordão Humano concentrar-se-ão, às 15
horas, em três locais distintos (Ministério da Educação, Praça do Marquês de
Pombal; Lago do Rato). Pelas 16 horas o Cordão, já constituído, deslocar-se-á
para a Assembleia da República tendo aí lugar, no Largo fronteiriço, pelas 17
horas, um plenário em que intervirão as organizações promotoras.
Foram,
entretanto, solicitadas audiências ao Primeiro-Ministro, Ministra da Educação e
Grupos Parlamentares para que seja entregue um documento elaborado pela
Plataforma e expostas as suas principais preocupações, designadamente em
relação ao período que resta do ano lectivo em curso.
A
Plataforma Sindical dos Professores
a
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
PROPOSTA
O modelo de
avaliação em vigor, apesar de todas as tentativas por parte do ME para o
aplicar e simplificar, continua a mostrar-se de difícil aplicação.
Somos favoráveis a uma avaliação de
desempenho rigorosa, baseada em critérios objectivos, que prossiga uma lógica
conducente à alteração de comportamentos e procedimentos por parte do avaliado,
que valorize e premeie os melhores e os mais dedicados, mas não penalize excessivamente
aqueles que, por uma razão ou por outra, não se encontrem em níveis
satisfatórios de desempenho.
Porém, há que fazer uma distinção clara,
justa e objectiva entre uns e outros.
A Avaliação do desempenho deve servir,
detectadas as situações que conduziram a um desempenho menos conseguido, para
melhorar, reforçando as dificuldades detectadas, no sentido de serem superadas,
devendo ser criados mecanismos eficazes para as ultrapassar, incontornavelmente
através de formação.
“Progressão
Regular”
São condições para a “Progressão Regular” na carreira:
A permanência dos respectivos anos no escalão
imediatamente anterior, computados como tempo de serviço efectivo em funções
docentes ou equiparadas;
A obtenção das menções qualitativas de
"Desempenho Adequado e Desempenho Relevante";
A frequência com aproveitamento, de módulos de
formação contínua equivalentes, no mínimo, a 25 horas anuais, durante aquele
período.
Propomos que este processo de avaliação se inicie
com a apresentação por parte do docente de um currículo da sua actividade no
período a que respeita. Este documento seria apresentado a uma Comissão de
Avaliação constituída para o efeito por:
O referido currículo terá obrigatoriamente que ser
defendido presencialmente pelo docente, considerando-se para esse efeito
parâmetros de avaliação a definir;
Quando for atribuída a menção de “Desempenho Inadequado”,
o Coordenador do Departamento Curricular deverá indicar, no prazo máximo de 3
meses, o plano de formação a que o docente deve ficar sujeito, para suprir as
dificuldades detectadas nos diversos parâmetros;
O resultado da avaliação referente a cada docente
será validado pelo Director do Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada;
Propomos as seguintes menções:
Desempenho Relevante – o docente será bonificado no
módulo do escalão seguinte.
Para se candidatar à obtenção desta menção, o
docente terá, necessariamente, para além daquilo que é exigido a todos os
outros, de solicitar a observação no mínimo de três aulas.
Desempenho
Adequado – progredirá ao escalão seguinte.
Desempenho Inadequado – não progredirá, mas poderá
submeter-se a nova avaliação a meio do módulo de tempo de serviço do escalão.
Numa lógica formativa e não punitiva, poderá,
assim, melhorar o seu desempenho e atingir o “Desempenho Adequado”.
No âmbito do recurso garantido ao avaliado, este poderá,
por opção, solicitar um mínimo de três aulas assistidas. Esta menção só passará
a definitiva, quando se verificar o pressuposto atrás enunciado.
“Progressão Especial”
A “Progressão
Especial” na carreira docente consiste na mudança do 6.º para o 7.º escalão
para progressão ao topo, concretizando-se da seguinte forma:
Este processo de avaliação inicia-se com a
apresentação por parte do docente de um documento que traduza o trabalho
desenvolvido na escola ou em funções equiparadas a serviço docente, que espelhe
todo o seu percurso profissional, a apresentar a uma Comissão de Avaliação
constituída para o efeito por:
O referido documento terá obrigatoriamente
que ser defendido presencialmente pelo docente.
A menção
qualitativa a atribuir, resultará da classificação quantitativa baseada em
parâmetros a definir.
Para esse
efeito, propomos as seguintes menções:
Desempenho Relevante – para se
candidatar à obtenção desta menção, o docente terá, necessariamente, para além
daquilo que é exigido a todos os outros, que solicitar a observação de três
aulas. Este procedimento permitirá distinguir o mérito do docente bonificando,
em tempo, o seu percurso no escalão seguinte.
Desempenho Adequado - progredirá ao
7.º escalão.
Desempenho Inadequado - não
progredirá, mas poderá submeter-se a esta avaliação quantas vezes o desejar,
atendendo ao facto de que, numa lógica formativa e não punitiva poderá, assim,
melhorar o seu desempenho e atingir a todo o tempo a menção exigível para esta
progressão especial, com inegáveis benefícios para a qualidade educativa.
A avaliação deve ser realizada nos 90 dias anteriores à conclusão
do módulo de tempo de serviço;
A avaliação dos docentes em período probatório é
feita no final do mesmo e reporta-se à actividade desenvolvida no seu decurso.
A avaliação do pessoal
docente contratado realiza-se no final do período de vigência do respectivo
contrato ou, quando se trate de contrato em regime de substituição temporária,
do último contrato celebrado no ano escolar em causa reportando-se à actividade
desenvolvida no âmbito de todos os contratos celebrados nesse ano escolar.
Lisboa, 4 de Março de 2009
As
organizações: SNPL, SEPLEU, SINAPE/FEPECI e SIPE
a
CONCURSO DE PESSOAL DOCENTE
Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro
a
a
AVALIAÇÃO DO
DESEMPENHO
INFORMAÇÃO AOS
PROFESSORES
Qualquer processo disciplinar relacionado com este
procedimento está destinado ao INSUCESSO, desde que os Objectivos Individuais
não tenham sido entregues.
A exigência
do cumprimento da avaliação, através dos Conselhos Executivos das Escolas, pela
não entrega dos Objectivos Individuais poderá penalizar os seguintes casos:
a)
Progressão e acesso na carreira;
b)
Conversão da nomeação provisória em nomeação
definitiva no termo do período probatório;
c)
Renovação do contrato;
d) Atribuição do prémio de desempenho.
Os Decretos Regulamentares 2/2008, de 10 de
Janeiro e 1-A/2009, de 5 de
Janeiro, sobre a Avaliação do
Desempenho, foram publicados ao abrigo no disposto nos nºs 4 e 5 do artigo 40º
do ECD.
Estes Decretos Regulamentares não estão em
conformidade com as disposições legais sobre a Avaliação do Desempenho do
próprio ECD.
a
Para mais informações, contacte-nos
em qualquer uma das nossas Delegações.
PARECER CONJUNTO RELATIVO À ESTRUTURA DA CARREIRA DOCENTE E AVALIAÇÃO
DE DESEMPENHO
a
(Carregue na imagem para fazer download do Documento)
a
MOBILIDADE POR TRANSFERÊNCIA DE
PROFESSORES TITULARES
(Concurso
Aberto de 2 a 6 de Fevereiro de 2009)
O Despacho n.º 4196-A/2009, de 28.01.2009,
publicado no D.R nº 22, 2ª série, de 2 de Fevereiro, estabelece um procedimento
de mobilidade por transferência para lugares da categoria de professor titular,
para agrupamentos/escolas onde ficaram vagas por preencher no concurso regulado
pelo Decreto-Lei n.º 200/2007, de 22 de Maio, pelo que importa esclarecer:
1. O procedimento destina-se a docentes, com
a categoria de professor titular, posicionados nos índices 340, 299 ou
245.
2. Os docentes manifestam a sua vontade em
ser transferidos e as suas preferências, através de uma aplicação electrónica a
disponibilizar na página da DGRHE, de 2 a 6 de Fevereiro.
a
ESCLARECIMENTO AOS
SÓCIOS SOBRE A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Nada faz
prever que possa haver sanções disciplinares a professores que decidam não
entregar os objectivos individuais. As ameaças feitas pelo ME
referem-se aos docentes que se recusem a apresentar a sua auto-avaliação. Estando
esta apenas prevista para o final do ano lectivo, esta questão não se põe nesta
altura do ano.
Relativamente
à não entrega de objectivos individuais, não poderá
haver sanções pois o docente não está a violar qualquer norma relativa ao procedimento de avaliação, colocando em crise o
processo de avaliação, uma vez que nem este momento se encontra previsto nas fases
do processo de avaliação (Artigo 15.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10
de Janeiro).
Pela interpretação do artigo 15º do Decreto Regulamentar 2/2008,
onde se define as diversas fases de avaliação, depreende-se que a
auto-avaliação é a primeira dessas fases. Não existe qualquer indicação que
refira que a apresentação de objectivos individuais seja de carácter obrigatório.
Não o sendo, a sua não apresentação não implica a recusa de ser avaliado, não
havendo lugar a qualquer sanção disciplinar.
Caso numa escola o processo de avaliação continue suspenso os
docentes dos quadros não verão contado esse período de tempo para efeitos de
progressão na carreira e de acesso a professor titular, não pondo em causa
progressões futuras. Esta situação poder-se-á ver resolvida sendo os seus
efeitos anulados caso sejam eliminadas as categorias no decorrer da revisão do
ECD que decorrerá ainda em Janeiro.
Em relação aos docentes contratados, a consequência da não entrega
de objectivos individuais relaciona-se com a renovação do contrato. Ora, não
havendo este ano (2009) renovações de contratos, sendo todos os docentes
contratados opositores ao concurso, esta questão não se põe, pois a não entrega
dos objectivos não produzirá efeitos.
De qualquer forma nenhum
docente deverá entregar qualquer documento escrito onde recuse ser avaliado.
A
não entrega dos objectivos individuais não equivale a uma recusa à avaliação do
docente. Repetimos que o obrigatório é a auto-avaliação.
Apelamos
a que as escolas mantenham suspenso o processo de avaliação colectiva e que
seja subscrito por todos os docentes.
1
A
Direcção Nacional
a
91 % da classe docente aderiu à
greve de dia 19 de Janeiro
Foram cerca de 91% dos professores que ontem mostraram, mais uma vez, a sua
insatisfação e indignação face a uma política obstinada deste Ministério da
Educação que está a degradar a Escola Pública e a perturbar as funções dos
docentes e a aprendizagem dos alunos.
Dois anos depois da entrada em vigor do ECD, os professores foram novamente
a imagem do descontentamento em mais um momento de união e de luta da classe
docente que se juntou a outros cinco que os professores já preconizaram.
8 de Março de 2008: Marcha Nacional da Indignação - mais de 100.000
docentes;
8 de Novembro de 2008: Manifestação Nacional de Professores - 120.000 docentes;
3 de Dezembro de 2008: Greve Nacional - 94% de adesão;
22 de Dezembro de 2008: Entrega de Abaixo-Assinado -Aproximadamente
70.000 assinaturas;
19 de Janeiro de 2009: Entrega de Abaixo-Assinado - mais de
70.000 assinaturas;
19 de Janeiro de 2009: Greve Nacional dos Professores - 91% de adesão.
Os professores reafirmam a suspensão do actual modelo de avaliação
e a revisão do ECD com a retirada imediata da divisão da carreira em
categorias e o actual modelo de avaliação, incluindo a abolição das quotas.
A Plataforma Sindical de Professores anunciou a
possibilidade de haver novas acções de luta que poderão passar por greves e
manifestações caso o Governo não resolva o conflito por ele criado com os
docentes. Os professores têm vindo a demonstrar que não ficarão de braços
cruzados e que a razão está do seu lado, tornando a luta ainda mais profunda
caso o ME mantenha a sua intransigência e teimosia em não apresentar alterações
de facto à actual política educativa.
A
Direcção Nacional
Ao
Primeiro-Ministro
Ao
Ministério da Educação
Ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social
Ao Ministério da Saúde
Ao Ministério da Defesa Nacional
Ao Ministério da Justiça
Ao Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas
Ao Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento
Regional
A todos os órgãos e serviços da Administração Pública
A todas as entidades interessadas
PRÉ-AVISO DE GREVE
GREVE
COINCIDENTE COM A REALIZAÇÃO DE AULAS ASSISTIDAS PARA EFEITO DE AVALIAÇÃO DO
DESEMPENHO
[De 20 de Janeiro
de
Nos termos da Lei,
apresenta-se o Pré-Aviso de Greve, de acordo com o seguinte calendário: das
0H00 de 20 de Janeiro às 24H00 de 20 de Fevereiro de 2009
Este Pré-Aviso abrange
todos os docentes avaliadores de todos os níveis e graus de educação e de
ensino, que tenham de observar aulas para efeito de avaliação.
Apesar da contestação
dos professores e da crítica generalizada a que tem estado sujeito,
encontrando-se praticamente isolado na defesa do seu modelo de avaliação, o
Ministério da Educação insiste em impô-lo às escolas mantendo nelas o clima de
intranquilidade e instabilidade que há muito aí se instalou. Trata-se de um
modelo burocratizado, inadequado, incoerente, injusto, potenciador de
conflitualidade, que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes,
que colide com o interesse das escolas no que à sua boa organização e bom
funcionamento diz respeito, rejeitado pelos professores, iníquo no que ao
reconhecimento e distinção do mérito profissional diz respeito, inexequível… O
facto de, anualmente, o Ministério da Educação simplificar os procedimentos
relativos à sua aplicação não altera a essência do modelo, razão por que os
professores e educadores continuam a rejeitá-lo.
Poderão alguns
docentes, pelas mais diversas razões, requerer que, no âmbito daquele modelo,
algumas as suas aulas sejam assistidas. Os avaliadores, ainda que discordando
desse modelo, estarão obrigados a tal tarefa, excepto se, no momento da sua concretização,
se encontrarem em greve. É no sentido de permitir aos professores com funções
de avaliador e que, nas circunstâncias referidas, terão de assistir às aulas de
outros colegas para fins de avaliação, que o Sindicato Nacional dos Professores
Licenciados entrega o presente Pré-Aviso de Greve.
Assim, o Sindicato
Nacional dos Professores Licenciados convoca uma Greve em período coincidente
com aulas assistidas para efeitos de avaliação do desempenho entre as 0H00 do
dia 20 de Janeiro de 2009 e as 24H00 do dia 20 de Fevereiro de 2009.
Lisboa, 12 de Janeiro
de 2009
A Direcção Nacional do SNPL
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
AS ORGANIZAÇÕES QUE INTEGRAM A PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES
ENTREGAM PRÉ AVISO PARA A REALIZAÇÃO DE GREVE COINCIDENTE COM A REALIZAÇÃO DE
AULAS ASSISTIDAS PARA EFEITO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
[De 20 de Janeiro
de 2009 a 20 de Fevereiro de 2009]
As organizações que
integram a Plataforma Sindical dos Professores fazem chegar, durante o dia de
hoje, ao Ministério da Educação, entre outras entidades a quem estão legalmente
obrigados, um Pré-Aviso de Greve às
aulas assistidas, que abrangerá todos os professores avaliadores que tenham de
observar aulas para efeito de avaliação. Este Pré-Aviso abrange o período
compreendido entre as 0H00 de 20 de
Janeiro (iniciando-se no dia seguinte à Greve Nacional dos Professores) e
as 24H00 de 20 de Fevereiro de 2009
(último dia antes da interrupção lectiva de Carnaval).
Apesar da contestação
dos professores e da crítica generalizada a que tem estado sujeito,
encontrando-se praticamente isolado na defesa do seu modelo de avaliação, o
Ministério da Educação insiste em impô-lo às escolas mantendo nelas o clima de
intranquilidade e instabilidade que há muito aí se instalou. Trata-se de um
modelo burocratizado, inadequado, incoerente, injusto, potenciador de
conflitualidade, que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes,
que colide com o interesse das escolas no que à sua boa organização e bom
funcionamento diz respeito, rejeitado pelos professores, iníquo no que ao
reconhecimento e distinção do mérito profissional diz respeito, inexequível… O
facto de, anualmente, o Ministério da Educação simplificar os procedimentos
relativos à sua aplicação não altera a essência do modelo, razão por que os
professores e educadores continuam a rejeitá-lo.
Poderão alguns
docentes, pelas mais diversas razões, requerer que, no âmbito daquele modelo,
algumas as suas aulas sejam assistidas. Os avaliadores, ainda que discordando
desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua
concretização, se encontrarem em greve. É no sentido de permitir aos
professores com funções de avaliador e que, nas circunstâncias referidas, terão
de assistir às aulas de outros colegas para fins de avaliação, que as
organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores entregaram no
Ministério da Educação um Pré-Aviso de Greve.
Esta, como outras
formas de luta, de entre as quais se destaca a Greve Nacional marcada para dia
19 de Janeiro, orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo
ME, cuja suspensão continuam a exigir.
A Plataforma Sindical dos Professores
a
a
aa
GREVE DO PRÓXIMO DIA
19 DE JANEIRO
CRESCE DE IMPORTÂNCIA
COM O PROCESSO DE REVISÃO DO ECD
A luta dos
Professores e Educadores obteve um significativo resultado ao obrigar o
Ministério da Educação a abrir um inesperado processo de revisão do Estatuto da
Carreira Docente (ECD), tal como vinham exigindo os docentes e as suas
organizações sindicais.
Para esse processo
de revisão, as organizações sindicais e os professores têm objectivos bem
definidos: rever a actual estrutura de carreira, de forma a eliminar a sua
divisão em categorias, substituir o actual modelo de avaliação e abolir as
quotas que condicionam a atribuição das menções mais elevadas, revogar a
espúria prova de ingresso na profissão, aprovar horários de trabalho
pedagogicamente adequados, recuperar o tempo de serviço perdido por imposição
legal, rever condições de aposentação, entre outros que são sobejamente
conhecidos…
Já o Ministério da
Educação reafirmou, na reunião de hoje, que os seus objectivos são os que se
encontram no Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, ou seja, os que são
concretizados pelo actual ECD.
Face à abertura
deste processo negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente e à
manifesta divergência de objectivos entre o ME e os Sindicatos, ganha uma
importância acrescida a Greve Nacional dos Professores marcada para 19 de
Janeiro. Para além de continuarem a exigir a suspensão, este ano, do modelo
de avaliação imposto pelo ME (simplificado, mas com a mesma natureza negativa),
nesta Greve, os Professores tornarão claros e inequívocos os seus objectivos
para a revisão do ECD, com o significado acrescido de se realizar no dia em
que se completam dois anos sobre a publicação deste “ECD do ME”.
A revisão do ECD
iniciar-se-á em 28 de Janeiro (ou seja, poucos dias depois da Greve) e
prolongar-se-á até final do 2.º período lectivo. O primeiro aspecto a rever
será a “Prova de Ingresso”, seguir-se-á a estrutura de carreira (que inclui a
sua actual organização em categorias, bem como as remunerações) e a avaliação
de desempenho, bem como as condições de progressão na carreira. Para os
Sindicatos, deverão também ser revistos, entre outros aspectos, os horários de
trabalho e as condições de aposentação.
Por fim, e
relativamente à avaliação de desempenho que, este ano, o ME impôs aos docentes,
não existem razões para que os professores alterem a posição que vêm
manifestando e adoptando nas escolas, na medida em que nada de fundamental ou
significativo foi alterado com o regime imposto para este ano. De facto, o
ME simplificou os procedimentos, mas não introduziu qualquer alteração de
registo na matriz do modelo, daí a rejeição pelos professores e educadores.
A
Plataforma Sindical dos Professores
REUNIÃO COM O M.E. – 23/12/2008
O SNPL considera que as propostas apresentadas pelo ME são insuficientes para demover os professores da justa luta pelos seus direitos.
Embora nos encontremos em plena quadra natalícia, o SNPL esperava não receber um meio presente da parte do Ministério, em troca do cancelamento das acções de luta agendadas, mas sim, uma efectiva negociação no sentido de serem resolvidos os problemas, por todos já identificados e que a tutela se recusa a aceitar.
Nesta quadra onde a concórdia e a felicidade deveriam de estar na ordem do dia, não pode o SNPL “trair” a classe docente, aceitando tal proposta, que a curto prazo se iria demonstrar ser altamente penalizadora para todos os professores.
Votos de Boas Festas e um Feliz Natal.
A
Direcção Nacional
a
a
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
DEFINIÇÃO DE OBJECTIVOS
No sentido de esclarecer alguns equívocos, informamos os nossos associados que a sua entrega não é obrigatória até à publicação do Decreto Regulamentar, que irá definir os parâmetros a que deve obedecer, no ano lectivo de 2008/2009.
A Direcção Nacional
a
NOTA
À COMUNICAÇÃO SOCIAL
AVALIAÇÃO
DE DESEMPENHO DOS PROFESSORES:
IRONIA
DO M.E. PROCURA DISFARÇAR AS SUAS FRAGILIDADES
A
reunião de ontem, entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos
Professores não foi, de facto, de “agenda aberta” pela simples razão de, logo
no início, a Senhora Ministra da Educação ter afirmado que ouviria as propostas
sindicais, mas que o Governo “não suspendeu, não suspende e não suspenderá” o
seu modelo de avaliação de desempenho. Ou seja, os Sindicatos poderiam apresentar
as suas posições, mas daí não decorreriam quaisquer consequências, o que nega o
espírito e uma verdadeira prática negocial.
Entre
as propostas apresentadas pela Plataforma Sindical, de que o Ministério da
Educação não gostou, e as do ME há, realmente, diferenças importantes. Desde
logo porque, para este, a avaliação é instrumento de gestão de recursos,
centra-se na vertente administrativa e assenta num conceito hierarquizado de
escola em que a vertente pedagógica é desvalorizada; já para a Plataforma
Sindical a avaliação, mesmo nesta solução transitória a vigorar para apenas
dois períodos do corrente ano lectivo, deverá centrar-se na vertente
pedagógica, na actividade do professor na escola, tanto na sua componente
lectiva, como não lectiva.
Na
proposta sindical o procedimento de auto-avaliação é muito mais rigoroso, sério
e fundamentado do que pretende o ME com a sua grelha; o procedimento de
hetero-avaliação proposto pela Plataforma envolve o conselho pedagógico e as
estruturas intermédias de gestão, não só abrindo à participação de mais
actores, como evitando o recurso a avaliadores de outras escolas; já o do ME
assenta num único avaliador que, no caso da simplificação, se reduz ao
presidente do órgão de gestão; o papel do órgão executivo, na proposta sindical,
é de atribuição e homologação das menções que são propostas pelo órgão
pedagógico, na do ME o conselho pedagógico é pura e simplesmente posto de lado.
Em
suma, a Plataforma Sindical dos Professores defende uma avaliação a pensar nos
alunos, pois procura contribuir para a melhoria do desempenho dos professores;
já o ME releva o controlo dos docentes por via administrativa e hierárquica,
abandonando a componente científico-pedagógica.
Sem
outros argumentos, o ME limitou-se a ironizar e desvalorizar a solução que lhe
foi apresentada, quando deveria ter procurado acolher as propostas
apresentadas. Mas a sua obstinação é tal que, independentemente das
consequências que, da sua teimosia, resultará para as escolas, quer, à viva
força, avançar com o seu modelo e, nesse sentido, não olha a meios… Faz mal, pois os professores continuarão a
manter suspenso um modelo que só pode ser defendido e imposto por quem já pôs
de lado o interesse da Escola Pública e o direito dos alunos a um ensino de
qualidade, só possível num quadro de estabilidade, tranquilidade e serenidade
que o Ministério da Educação recusa criar.
Na
reunião do próximo dia 15, embora sem grandes expectativas, a Plataforma
Sindical dos Professores manter-se-á disponível para voltar a discutir e negociar
esta matéria.
A Plataforma Sindical dos Professores
Proposta
apresentada pela Plataforma ao ME
SOLUÇÃO TRANSITÓRIA DE AVALIAÇÃO PARA 2008/2009 E
ABERTURA DE PROCESSO NEGOCIAL DE REVISÃO DO E.C.D.
1.
SOLUÇÃO
TRANSITÓRIA DE AVALIAÇÃO
PARA 2008/2009
A Plataforma
Sindical dos Professores reafirma a sua profunda discordância com o regime de
avaliação imposto pelo ME, inclusive a proposta de simplificação apresentada
pela tutela em finais de Novembro passado, pelo que considera importante a
existência, no presente ano lectivo, de uma solução transitória de avaliação,
que seja exequível e não se centre em procedimentos administrativos.
A Plataforma Sindical dos Professores considera que o modelo transitório de
avaliação do desempenho dos docentes, até à negociação de outro que substitua o
que se encontra em vigor, deverá ter em conta a realidade do funcionamento das
escolas e a especificidade do exercício de funções docentes, assentando em
critérios essencialmente pedagógicos.
Assim, para que seja possível operacionalizar a avaliação do desempenho no
corrente ano lectivo, a Plataforma Sindical dos Professores propõe que a mesma
assente nos seguintes aspectos:
a) Procedimento de avaliação centrado na auto-avaliação,
preferencialmente através de documento de reflexão, acompanhado de um dossier
organizado com a planificação de aulas, testes, estratégias de intervenção,
entre outros materiais do quotidiano lectivo do docente. Admite-se, mas apenas
se for essa a opção do Conselho Pedagógico da escola / do agrupamento, em
alternativa ao relatório crítico de avaliação, o recurso a grelha de avaliação;
b) Procedimento de avaliação centrado na hetero-avaliação, com o
indispensável envolvimento do Conselho Pedagógico, através de comissão específica,
e, tornando-se necessário, das estruturas intermédias de gestão escolar;
c) Assiduidade, considerada nos termos previstos no artigo 46.º, números
5 e 8 do Estatuto da Carreira Docente;
d) Homologação, pelo Conselho Executivo, da menção qualitativa a
atribuir ao docente, após verificação, pela comissão criada no âmbito do
Conselho Pedagógico, das condições acima referidas, ficando garantido o acesso
às instâncias de reclamação e de recurso previstas na lei.
Relativamente à atribuição das menções qualitativas:
1.Tendo em conta a existência de quotas e as claras injustiças
surgidas no ano transacto em virtude da ausência de critérios claros e
objectivos que pudessem ser aplicados, não deverão ser atribuídas menções
qualitativas que não sejam as de "Insuficiene", "Regular"
ou "Bom", até porque esta é matéria para negociação futura;
2. Em qualquer dos casos, transitoriamente, a atribuição das
menções de insuficiente e de Regular não produz efeitos.
e) Para a Plataforma Sindical dos Professores, a frequência, com
aproveitamento, de acções de formação contínua deveria também ser
considerada. Todavia, pelo facto de, desde 1 de Setembro de 2007, não ter
existido oferta de formação nos termos legalmente consagrados, sendo os
professores alheios a esse facto, estes não podem, por essa via, ser
penalizados.
2.
PROCESSO
NEGOCIAL DE REVISÃO
DO
ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE (ECD)
As
organizações que compõem a Plataforma Sindical dos Professores propõem a
abertura de um processo negocial de revisão do
ECD, com início em Janeiro de 2009, de que resultem, entre outros
aspectos e medidas que contribuam para a melhoria das condições de exercício da
profissão docente, designadamente para a fixação de horários pedagogicamente
adequados e para a estabilidade dos professores e educadores, a substituição do
actual modelo de avaliação de desempenho dos professores e a alteração da
estrutura da carreira, no sentido de eliminar a sua divisão em categorias
hierarquizadas.
Lisboa, 11 de Dezembro de 2008
A Plataforma Sindical dos Professores

GREVE NACIONAL DOS PROFESSORES, PREVISTA PARA AMANHÃ, SERÁ UMA DAS MAIORES DE SEMPRE!
PROFESSORES LUTAM PELA DIGNIFICAÇÃO DA SUA PROFISSÃO
E EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA!
A Greve Nacional de Professores e Educadores prevista para amanhã, dia 3 de Dezembro, será uma das maiores de sempre. A unidade e coesão dos professores fazem-se sentir como nunca e a sua expressão traduzir-se-á numa elevadíssima adesão à greve de amanhã.
Ao partirem para esta greve, os professores colocam como objectivos estratégicos a defesa dos superiores interesses da Escola Pública, da qualidade do seu desempenho e das boas aprendizagens dos alunos. No imediato, e como pressuposto para o desbloqueamento da situação de profundo conflito que se instalou entre o Ministério da Educação e os professores, a exigência é a de suspensão do actual modelo de avaliação, a negociação de uma solução transitória, para este ano, que evite o recurso a actos administrativos e o início imediato da negociação de um novo modelo de avaliação a vigorar no futuro.
Este novo modelo de avaliação deverá ser negociado no âmbito de uma indispensável revisão do Estatuto da Carreira Docente que garanta, igualmente, a eliminação das quotas de avaliação e a o fim da divisão dos professores em categorias.
A bloquear o desenvolvimento de qualquer quadro negocial que envolva o ME e as organizações sindicais de professores encontram-se as posições de um Ministério da Educação que, intransigentemente, veta a possibilidade de suspender o seu modelo de avaliação e de o substituir por outro. E, nesse sentido, sem recuar ou ceder no que quer que seja, o ME limitou-se, até agora e apenas para este ano, a simplificar procedimentos do seu modelo de forma a garantir que se aplique.
Os professores e educadores rejeitam essa simplificação por saberem que ela representa a aplicação de um modelo que é incoerente, inadequado, injusto e inaplicável. Os professores exigem um modelo que seja cientificamente capaz, pedagogicamente adequado e promotor de melhorias nas práticas docentes e já o provaram em diversas acções que levaram a efeito ao longo do mês de Novembro, desde logo a Manifestação de dia 8, que juntou mais de 120.000 professores, e os protestos nas capitais de distrito que decorreram ao longo de toda a semana passada. Uma vez mais, amanhã, dia 3 de Dezembro, os professores dirão qual a sua vontade e os Sindicatos de Professores mais não terão do que respeitar e assumir as reivindicações da classe que representam. É o que farão!
Recorda-se que, a manter-se a intransigência do ME e do Governo, os professores levarão por diante outras acções que já se encontram previstas, como a vigília junto ao ME nos dias 4 e 5 de Dezembro e a realização de novas greves, por regiões, entre 9 e 12 de Dezembro.
Está nas mãos do ME e do Governo saber interpretar o sentimento dos professores e disponibilizar-se para que se encontre uma solução para este profundo conflito que, a não haver uma resposta positiva às reivindicações dos docentes, tenderá a agravar-se.
Depois da Greve de dia 3 de Dezembro, a Plataforma Sindical dos Professores considera estarem criadas as condições indispensáveis para que, num quadro absolutamente claro sobre a determinação dos professores e as suas posições, as negociações avancem, tendo como ponto de partida a suspensão do actual modelo de avaliação. Se o Governo não compreender isto e se mantiver, obsessivamente, na disposição de levar, até às últimas consequências, um braço de ferro com os professores e educadores portugueses, estará a optar, irresponsavelmente, por uma via que porá em causa o normal desenvolvimento do ano lectivo.
É necessário que as escolas voltem a viver num clima de tranquilidade, serenidade e estabilidade, mas, para que assim seja, é necessário que o ME e o Governo deixem de regar o incêndio com gasolina…
A Plataforma Sindical dos Professores
aa|
Avaliação
do Desempenho |
13 perguntas e 13 respostas para desfazer equívocos
O Governo tem procurado fazer passar a
ideia de que os Sindicatos não querem negociar e não têm qualquer proposta para
a avaliação do desempenho docente, o que é falso. Ficam aqui 13 respostas a
outras tantas questões que ajudam a esclarecer as dúvidas.
1. Os Sindicatos de Professores alguma vez
apresentaram propostas para que se estabelecesse um regime de avaliação de
desempenho dos professores?
R.: Por
diversas vezes, as primeiras das quais já no final dos anos 80 quando se
iniciou a negociação do primeiro Estatuto da Carreira Docente.
2. Mas ao actual Governo foram apresentadas propostas concretas?
R.: Sim, também por diversas vezes. As primeiras datam
de Junho de 2006 e assumiam o carácter de contrapropostas às que o Ministério
da Educação (ME) tinha apresentado. Prevêem a diferenciação na avaliação,
admitem, em determinadas condições, componentes externas, centram-se na
actividade docente e dão grande importância aos aspectos
científico-pedagógicas.
3. E quando apresentou o ME as suas primeiras propostas?
R.: Em Maio de 2006. Apesar das diversas propostas
apresentadas, num primeiro momento por cada organização sindical e, depois, pelo
conjunto da Plataforma Sindical (em 11 e 25 de Outubro de 2006). A comparação
entre o anteprojecto ministerial e o decreto final não deixa quaisquer dúvidas:
contam-se pelos dedos de uma só mão as alterações introduzidas. Em relação às
questões de fundo não há mesmo qualquer diferença significativa.
4. Mas não houve um processo negocial que se prolongou por 2 anos?
R.: Se juntarmos o processo de revisão do ECD com o de
regulamentação da avaliação, esse foi o período negocial, mas tratou-se de uma
negociação que se esgotou nos aspectos formais. Por exemplo, quando em 19 de
Outubro os Sindicatos insistiam na necessidade de alterar aspectos
significativos do ECD (modelo de avaliação, divisão da carreira,
quotas...), foram ameaçados! Ou ajudavam "o barco a chegar a bom
porto, ou, se ele afundasse, os seus dirigentes seriam os primeiros a
afogarem-se". Foi este o tipo de negociação que, durante dois anos,
decorreu.
5. A alteração do modelo de avaliação exige a revisão do Estatuto da Carreira
Docente (ECD)?
R.: Necessariamente� até pelo facto de o modelo se
encontrar praticamente todo consagrado no ECD. Além disso, é também o ECD que
estabelece a divisão dos professores em "professores" e
"professores titulares", assim como as quotas de avaliação.
6: Os professores querem suspender a avaliação. Quererão, com isso, como
afirmam alguns governantes, parar a avaliação?
R.: De forma alguma, daí terem afirmado que, da
suspensão do modelo em vigor, não deverá decorrer qualquer vazio legal ou o
recurso a actos administrativos. O modelo de avaliação imposto pelo ME é fonte
de conflito nas escolas; é inadequado, incoerente, ineficaz, injusto e
inaplicável. De tal ordem inaplicável que, de cada vez que se aplica, é
necessário alterá-lo e simplificá-lo. Estas são razões fortes para que se exija
a suspensão. E por cada dia em que se adie essa decisão é mais um dia em que a
qualidade educativa, nas escolas públicas, se deteriora.
7. Mas não existia um acordo com o ME para que, este ano, a avaliação se
desenvolvesse com normalidade?
R.: Não. Existe um entendimento que permitiu retirar
das escolas todo este conflito no final do ano lectivo passado, que criou uma
comissão paritária para acompanhamento da implementação do modelo e correcção
de ilegalidades, na qual participavam os Sindicatos, e prevê um período para
alteração do modelo de avaliação. Esse período é Junho e Julho de 2009, pois,
em limite, o modelo de avaliação poderia desenvolver-se até esse momento. Só
que a prática veio provar, mais cedo do que o ME previa, que o modelo era
inaplicável devendo ser suspenso desde já. Essa é condição para que a
tranquilidade regresse às escolas.
8. Porque saíram os sindicatos da comissão paritária?
R.: Porque esta acabou por não ter qualquer utilidade.
Nessa comissão, o ME nunca reconheceu os problemas, tentou, quase sempre,
justificar as situações anómalas que foram apresentadas e, por esse motivo,
acabou por, com esse comportamento, não cumprir a sua parte no entendimento,
deixando tudo por solucionar.
9. Segundo o Primeiro-Ministro, no ano anterior já foram avaliados professores
por este modelo de avaliação. Isso corresponde à verdade?
R.: Não. Na verdade o modelo tinha sido suspenso, já
no ano passado. Não foram avaliados cerca de 92% dos professores e os outros 8%
foram-no por procedimentos tão simplificados que não se pode dizer que se lhes
aplicou o modelo de avaliação.
10. A suspensão, este ano, faz sentido? Não se cairia no vazio?
R.: Faz todo o sentido, pois protege as escolas no seu
funcionamento, não introduz focos de desestabilização no desempenho das funções
docentes, logo não tem implicações negativas nas aprendizagens dos alunos. Não
se cairia no vazio porque os sindicatos têm propostas de solução transitória
para o ano em curso, evitando soluções administrativas. O ME, contudo, veta qualquer possibilidade de alteração e
suspensão do actual modelo, inviabilizando a negociação das alternativas que os
Sindicatos têm para lhe apresentar.
11. Por que razão os Sindicatos não entregaram essa proposta de solução
transitória na reunião, no ME, no passado dia 28 de Novembro?
R.: Porque a ministra foi inflexível nas suas
posições; repetiu que a suspensão estava fora de causa; reafirmou que o seu
modelo era ajustável, mas não alterável; confirmou que as quotas e a divisão da
carreira dos professores eram aspectos inegociáveis; em algumas reuniões,
acusou os Sindicatos de não agirem de boa-fé e de não quererem qualquer
avaliação; reiterou não haver escolas com a avaliação suspensa; afirmou que os
Sindicatos não estavam a representar as posições dos professores...
12. Mas, segundo tem dito o ME, há disponibilidade para negociar. Haverá?
R.: Dificilmente. A "negociação" teve início
no dia 28 de Novembro e, no entanto, desde 25 que o Ministério fez chegar às
escolas informações sobre as medidas que adoptou, para além de reunir com
órgãos de gestão e coordenadores de departamento para os instruir sobre essas
medidas. Ou seja, são medidas que antes de o serem já o são�... Esta postura ministerial é
lamentável, pois estão a ser dadas orientações ao arrepio das da lei.
13. Sendo assim, as Greves de Dezembro, designadamente a de 3 de Dezembro,
terão uma grande importância?
R.: É verdade, uma importância máxima! Os professores
têm procurado não prejudicar os alunos e protestam, de há dois anos a esta
parte, sempre ao fim de semana ou ao fim do seu dia de trabalho, mas a sua voz
parece não ter sido ouvida. O ME e o Governo não souberam interpretar, como
deveria, as evidências da indignação dos professores, como não souberam ou não
quiseram escutar as suas propostas. Hoje o conflito está muito mais agravado e
obriga o Governo a criar condições para que se construa uma solução de consenso
que tenha, como pressuposto, a suspensão do modelo de avaliação. A Greve de 3 de Dezembro será um grande momento de
protesto e confirmação das posições dos professores!
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Concretiza-se hoje a reunião que foi solicitada pela Plataforma Sindical
dos Professores, a qual decorre de uma decisão dos 120.000 docentes que
participaram na Manifestação Nacional de 8 de Novembro e que visa o
estabelecimento de contactos com os diversos órgãos de soberania. |
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Plataforma Sindical dos Professores não abdica da suspensão da actual avaliação |
As organizações que
integram a Plataforma Sindical dos Professores reuniram (28/11/2008)
com o Ministério da Educação. Nessas reuniões, que tiveram lugar em
quatro mesas separadas, foi colocada a exigência de suspensão do actual
modelo de avaliação que o ME rejeitou. Por essa razão, não foi entregue
ao Ministério o documento
Esse documento apresentava o seguinte conteúdo:
"Face à actual situação de impasse e profundo conflito que se instalou entre o Ministério da Educação e os professores e educadores, a Plataforma Sindical dos Professores apresenta a seguinte proposta à Senhora Ministra da Educação:
1. Que seja suspensa a aplicação do actual modelo de avaliação, dando, assim, resposta aos apelos das escolas e dos seus órgãos de gestão e dos professores e das suas organizações sindicais, num quadro de salvaguarda dos superiores interesses da Escola Pública, do desempenho dos professores e das boas aprendizagens dos alunos;
2. Que, consequentemente, se iniciem, negociações com vista à construção de um outro modelo que constitua uma alternativa válida, cientificamente capaz, pedagogicamente adequada e orientada para a melhoria efectiva das práticas docentes, devendo este processo negocial decorrer num quadro de revisão do Estatuto da Carreira Docente que vise, entre outros objectivos, o fim da divisão dos professores nas categorias de "professor" e "professor-titular";
3. Que, garantida a suspensão do actual modelo de avaliação, no sentido de se evitarem saídas de carácter administrativo, seja negociada uma solução transitória centrada no professor e no seu desempenho profissional, logo, que parta da sua autoavaliação e envolva o Conselho Pedagógico da Escola/Agrupamento no processo avaliativo de transição."
Após
as reuniões hoje realizadas e face à incapacidade do ME para
desbloquear a situação de conflito que está instalada, a Plataforma
Sindical dos Professores considera ainda mais importante que os
Professores e Educadores, Todos os Professores e Educadores, adiram à
Greve Nacional convocada para o próximo dia 3 de Dezembro.
A Plataforma Sindical dos Professores
28/11/2008
Ao Ministério da Educação
Ao Ministério da Saúde
Ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade
Social
Ao Ministério da Defesa Nacional
Ao Ministério da Justiça
Ao Ministério da Agricultura, Desenvolvimento
Rural e das Pescas
Ao Ministério do Ambiente, do Ordenamento do
Território e do Desenvolvimento Regional
A todos os órgãos e serviços da Administração
Pública
Aos Institutos Públicos do Autonomia
À Associação de Estabelecimentos de Ensino
Particular e Cooperativo
À Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado
À Associação dos Colégios com Contrato de
Associação
À Associação Nacional de Ensino Profissional
À Confederação Nacional das Instituições de
Solidariedade
À União das Misericórdias Portuguesas
À Secretaria Regional de Educação e Formação
da Região Autónoma dos Açores
À Secretaria Regional dos Assuntos Sociais da
Região Autónoma dos Açores
À Secretaria Regional de Educação da Região
Autónoma da Madeira
A todas as entidades interessadas
PRÉ-AVISO
DE GREVE
3 de Dezembro de 2008
Contra
o ECD do Ministério da Educação!
Contra o modelo de avaliação do desempenho em vigor: suspensão imediata e sua
substituição!
Contra as propostas de alteração aos
concursos!
Nos
termos da Lei, apresenta-se o Pré-Aviso de Greve, de acordo com o seguinte
calendário:
3 de
Dezembro
– Greve Nacional dos Professores e Educadores
9 de Dezembro – Greve na área correspondente à DREN
10 de
Dezembro
– Greve na área correspondente à DREC
11 de
Dezembro
– Greve na área correspondente à DREL
12 de
Dezembro
– Greve nas áreas correspondentes à DREALENTEJO e DREALG
Este
Pré-Aviso abrange todos os docentes de todos os níveis e graus de educação e de
ensino, com excepção do ensino superior, com base nos seguintes fundamentos.
1. O docentes abrangidos rejeitam:
E
repudiam a arrogância e incapacidade política da Ministra da Educação e do
Governo, que revelam incapacidade para interpretar os sinais provindos da acção
e da luta dos docentes portugueses, de que a Manifestação Nacional de 8 de
Novembro, as centenas de escolas que suspenderam a avaliação do desempenho e o
reconhecimento, pelos conselhos executivos, da necessidade urgente de suspender
o processo, são um sinal inequívoco. Esta
atitude compromete o processo de ensino e as aprendizagens dos alunos.
2. As alterações que o
ME/Governo pretende introduzir no actual regime de concursos e colocações, não
só agravam a já enorme instabilidade profissional e de emprego dos professores
e educadores, como constituirão fortes mecanismos de atropelo à existência de
critérios transparentes e objectivos em matéria de graduação profissional e,
por essa via, de selecção dos docentes. A introdução dos resultados da avaliação do
desempenho como factor de ponderação na graduação profissional, a
obrigatoriedade dos docentes dos QZP concorrerem a outras zonas que não à que
se encontram vinculados, o agravamento da situação profissional dos docentes
sem componente lectiva distribuída, sujeitos a condições específicas por motivo
de doença e com dispensa total da componente lectiva por motivo de
incapacidade, a transferência compulsiva dos docentes de quadro de escola para
quadro de agrupamento, a criação de bolsas de recrutamento que fogem à lógica
da maior experiência e graduação profissional para os professores contratados
são, entre muitos outros aspectos, motivos fundamentais da contestação dos
docentes a esta nova regulamentação.
· Em
defesa de uma profissão digna, capaz de cumprir o papel social que aos docentes
está atribuído,
· Exigindo
uma negociação efectiva de todas as matérias relacionadas com o Estatuto da
Carreira Docente referidas,
· Defendendo
o abandono das propostas do ME de alteração ao diploma de concursos e
colocações,
· Opondo-se
à concretização do maior ataque desferido contra a Escola Pública e os Professores
e Educadores…
As organizações abaixo-assinadas, convocam Greves para os dias 3, 9, 10, 11 e 12 de
Dezembro, entre as 0H00 e as 24H00, e de acordo com a distribuição acima
referida. Para os efeitos legais, caso os membros dos órgãos de gestão,
usando os seus direitos, adiram às greves agora convocadas, ficará responsabilizado
pela segurança do edifício e de todas as pessoas que nele permaneçam o docente
do quadro de nomeação definitiva mais antigo na escola, que não esteja em
greve.
Lisboa, 24 de
Novembro de 2008
Ao Ministério da Educação
Ao Ministério da Saúde
Ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade
Social
Ao Ministério da Defesa Nacional
Ao Ministério da Justiça
Ao Ministério da Agricultura, Desenvolvimento
Rural e das Pescas
Ao Ministério do Ambiente, do Ordenamento do
Território e do Desenvolvimento Regional
A todos os órgãos e serviços da Administração
Pública
Aos Institutos Públicos do Autonomia
À Associação de Estabelecimentos de Ensino
Particular e Cooperativo
À Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado
À Associação dos Colégios com Contrato de
Associação
À Associação Nacional de Ensino Profissional
À Confederação Nacional das Instituições de
Solidariedade
À União das Misericórdias Portuguesas
À Secretaria Regional de Educação e Formação da
Região Autónoma dos Açores
À Secretaria Regional dos Assuntos Sociais da
Região Autónoma dos Açores
À Secretaria Regional de Educação da Região
Autónoma da Madeira
A todas as entidades interessadas
PRÉ-AVISO
DE GREVE
GREVE COINCIDENTE
COM A REALIZAÇÃO DE AULAS ASSISTIDAS PARA EFEITO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
[De 1 de Dezembro a
18 de Dezembro]
Nos
termos da Lei, apresenta-se o Pré-Aviso de Greve, de acordo com o seguinte
calendário:
Das 0H00 de 1 de
Dezembro às 24H00 de 18 de Dezembro de 2008
Este
Pré-Aviso abrange todos os docentes de todos os níveis e graus de educação e de
ensino (AVALIADORES E AVALIADOS), com excepção do ensino superior, no que às
aulas assistidas para efeitos de avaliação do desempenho diz respeito, de
acordo com os seguintes fundamentos.
O docentes abrangidos
rejeitam:
E repudiam a arrogância
e incapacidade política da Ministra da Educação e do Governo, que revelam
incapacidade para interpretar os sinais provindos da acção e da luta dos
docentes portugueses,
de que a Manifestação Nacional de 8 de Novembro, as centenas de escolas que
suspenderam a avaliação do desempenho e o reconhecimento, pelos conselhos
executivos, da necessidade urgente de suspender o processo, são um sinal
inequívoco. Esta atitude compromete o
processo de ensino e as aprendizagens dos alunos.
· Em
defesa de uma profissão digna, capaz de cumprir o papel social que aos docentes
está atribuído,
· Exigindo
uma negociação efectiva de todas as matérias relacionadas com o Estatuto da
Carreira Docente referidas,
· Opondo-se
à concretização do maior ataque desferido contra a Escola Pública e os Professores
e Educadores…
As
organizações abaixo-assinadas, convocam uma
Greve em período coincidente com aulas assistidas para efeitos de avaliação do
desempenho entre as 0H00 do dia 1 de Dezembro e as 24H00 do dia 18 de Dezembro
de 2008.
Lisboa, 24 de Novembro de 2008
a
a

SÓ A SUSPENSÃO É
SOLUÇÃO
PROFESSORES
REJEITAM ESTA AVALIAÇÃO
SIMPLIFICAR
NÃO RESOLVE
No decorrer da reunião realizada
com a Senhora Ministra da Educação, na 4ª feira dia 19/11/2008, o SNPL
apresentou as razões de discordância relativas a este modelo de avaliação de
desempenho e pediu a sua suspensão.
Mostrou ainda disponibilidade
imediata para uma verdadeira negociação de um modelo alternativo de
avaliação.
Da parte do Ministério da Educação,
e após ter apresentado as suas razões (as quais o SNPL rejeita) a Senhora
Ministra afirmou que “suspender não resolve e que esse não será o caminho que
irá seguir”.
As alterações apresentadas após a
reunião de Conselho de Ministros (avaliados
poderem requerer um avaliador da sua área, o número de aulas a
observar passar de três para duas e as notas dos alunos não contarem para a
avaliação dos professores) são unicamente uma operação de
cosmética que em nada resolve a inoperacionalidade e inaplicabilidade deste
modelo.
O
SNPL MANTERÁ ATÉ AO FIM A SUA POSIÇÃO
ACÇÕES DE
LUTA DETERMINADAS PELA PLATAFORMA SINDICAL DE PROFESSORES
Na sequência do excepcional Plenário do dia 8 de Novembro que juntou
aproximadamente 120 mil professores, a Plataforma Sindical reuniu ontem, dia 17
de Novembro, em Lisboa, para dar continuidade a novas formas de luta a iniciar
já na próxima semana.
Assim:
Na semana de 25 a 28 de
Novembro decorrerão manifestações de professores em todas as 18 capitais de
distrito e noutras cidades do país, destinando-se o dia 25 para a região
Norte, 26
para a região Centro, 27 para Lisboa e Vale do Tejo e dia 28 para a região Sul (Alentejo e Algarve). Serão definidos oportunamente os locais e
horários destas acções.
Dia 3 de Dezembro Greve
Nacional.
Dia 4 e 5 de Dezembro,
vigília em permanência (48 horas) à porta do Ministério da Educação na Av. 5 de
Outubro. As faltas dos professores que participem nesta acção serão
justificadas ao abrigo da lei sindical.
Para a semana seguinte (de 9
a 12 de Dezembro) regressar-se-á às greves no âmbito regional,
destinando-se o dia 9 para os
professores do Norte, no dia 10 para os do Centro, o dia 11 para os
docentes da área da Grande Lisboa e no dia 12 os do Alentejo e Algarve.
Se até esta semana não houver resposta favorável do ME quanto à
suspensão da avaliação, serão accionados novos pré-avisos de greve, coincidindo
com as avaliações dos alunos (semana de 15
de Dezembro).
Outras acções
definidas pela plataforma sindical
Foi ainda decidido e irá ser divulgado oportunamente um pré-aviso de greve a todas as aulas assistidas no âmbito da
avaliação do desempenho que o ME quer impor. Será interposta providência
cautelar ao primeiro acto de avaliação praticado por avaliador sem delegação de
competências publicada em Diário da República no sentido de impedir esses actos
ilegais.
As organizações sindicais declararão ainda que avançarão com
pedido de nova providência cautelar perante situações de intervenção de
avaliadores, com delegação de competências publicada no jornal oficial, mas que
concorram para a mesma quota.
Foram também pedidas audiências às direcções dos partidos
políticos com assento parlamentar, ao Presidente da República, ao Provedor de
Justiça e à Conferência Episcopal.
A Plataforma irá ainda divulgar uma Carta Aberta, dirigida não só aos
docentes mas também à comunidade em geral.
Decorrerá também a recolha de assinaturas contra as propostas do ME no
âmbito do regime de concursos e será ainda entregue no dia 19 de Janeiro de 2009 (dia de Greve) um outro
Abaixo-Assinado, já subscrito por milhares de professores exigindo a revisão imediata
do ECD.
Porque os professores exigem a suspensão imediata da avaliação, o SNPL
apela a todos que mantenham forte união e adiram a todas as próximas formas de
luta.
SE O ME NÃO SUSPENDER ESTE MODELO
SERÃO OS PROFESSORES A FAZÊ-LO.
CUMPRIMENTO DO
MEMORANDO DE ENTENDIMENTO
SERÃO OS SINDICATOS MENTIROSOS,
SIM OU NÃO?
O Governo acusa os Sindicatos de Professores do
incumprimento do Memorando de Entendimento assinado com o M.E.
Perante tais afirmações, não pode o SNPL aceitar esta
acusação, pelo que passamos a transcrever a Declaração entregue aquando da
assinatura do mesmo, a saber:
“DECLARAÇÃO
PARA A ACTA
As organizações que
integram a Plataforma Sindical dos Professores, ao assinarem a presente
Declaração Conjunta fazem-no conscientes de terem sido obtidos resultados
positivos para os professores e educadores que constam do “Memorando de
Entendimento” nela contido. Só foi possível chegar a tal “Memorando de Entendimento”
na sequência das lutas que têm vindo a ser desenvolvidas pelos professores, para
o que contribuiu decisivamente a grandiosa Marcha da Indignação, realizada em 8
de Março, que juntou 100.000 professores. Há importantes resultados obtidos,
tanto para os professores, independentemente do seu vínculo, como para as
escolas, designadamente em aspectos relacionados com a carreira docente, os
horários de trabalho e a formação contínua. O alargamento do prazo para a
implementação do primeiro procedimento sobre gestão escolar abre perspectivas
de intervenção aos professores, para além de ficar garantido, desde já, o
desenvolvimento de processos negociais sobre matérias relevantes para os
docentes. São resultados que reforçam a confiança dos professores na sua acção
e nas suas lutas.
As organizações da
Plataforma Sindical dos Professores subscrevem a presente declaração conjunta
porque o “Memorando de Entendimento” que a integra responde satisfatoriamente
às reclamações de carácter imediato que, na Marcha da Indignação, os
professores e educadores exigiram ver resolvidas no terceiro período do
presente ano lectivo.
Todavia, a Plataforma Sindical dos Professores, no que à avaliação diz
respeito, reafirma o seu desacordo com o modelo imposto pelo ME, aliás,
expresso nos pareceres e posições emitidos ao longo dos processos de revisão do
ECD e de regulamentação desta matéria. Reafirma, ainda, que os pressupostos
base do desbloqueio da actual situação de profundo conflito em nada alteram as
divergências de fundo que as organizações sindicais mantêm sobre:
- o actual Estatuto da
Carreira Docente, designadamente quanto ao ingresso na profissão e à divisão
dos docentes em “professores” e “titulares”, agravada por um concurso de acesso
sujeito a cotas e com regras injustas e inaceitáveis;
- ao modelo de
avaliação do desempenho que se considera injusto, burocrático, incoerente,
desadequado e inaplicável, devendo ser alterado no final do ano lectivo de
2008/2009.
- um modelo de direcção
e gestão escolar que não reforça a autonomia, antes a cerceia;
- a nova legislação
sobre Educação Especial, que põe em causa princípios fundamentais da Escola
Inclusiva;
- um conjunto grande de
medidas que tem vindo a desvalorizar a Escola Pública e não dignifica o
exercício da profissão docente.
A Plataforma Sindical
considera ainda ser imperioso racionalizar a organização do horário dos
docentes, aprofundando o que nesta matéria consta do Entendimento, no sentido
de respeitar o direito ao tempo necessário para a excelência do exercício da
docência, incluindo o tempo necessário para a actualização científica.
Estas são razões suficientes para que, apesar do entendimento agora
encontrado, os professores continuem a lutar por uma profissão dignificada no
quadro de uma Escola Pública de qualidade, inclusiva e mais democrática”
(Sublinhados nossos).
Perante a Declaração transcrita, perguntamos:
Serão os Sindicatos, os verdadeiros mentirosos?












O SNPL AGRADECE A TODOS OS PROFESSORES DESTE PAÍS PELO SEU APOIO!
Tempo de Antena do SNPL
RTP1 - Quinta-feira, 6 de Novembro, antes dos Telejornal
SUSPENDER ESTA AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES É UM
SERVIÇO QUE SE PRESTA AO ENSINO PÚBLICO NESTE PAÍS
Os sindicatos
de professores já o tinham anunciado, na declaração para a acta que consumou o
“memorando de entendimento” que firmaram com o ME em Março deste ano: “… a
Plataforma Sindical dos Professores, no que à avaliação diz respeito, reafirma
o seu desacordo com o modelo imposto pelo ME, … reafirma, ainda, que os
pressupostos base da actual situação de profundo conflito em nada alteram as
divergências de fundo que as organizações sindicais mantêm …”.
Ora, o
conflito atrás referido, serenado que foi até ao final do ano lectivo anterior,
reacende-se de imediato, e mais forte ainda, quando os professores se apercebem
da verdadeira dimensão do “monstro” que têm pela frente. Não é, infelizmente, o
único motivo mas será, estamos seguros, o que mais pesa na ideia cada vez mais
sedimentada de que assim não se pode ser professor.
De facto,
bastou 1 mês de aulas para todos os professores e educadores terem claro que este modelo não é capaz sequer de ser
instalado, quanto mais aplicado com um mínimo de equidade.
Destacaremos
um conjunto de razões que justificam esta afirmação:
• Desde logo a enorme complexidade do
modelo, sujeito a leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o
próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente
• Dentro desta complexidade, a
instalação do modelo revela-se morosa, muito divergente nos ritmos que as
escolas conseguem encontrar e dificultada ainda pela falta de informação cabal
e inequívoca às perguntas que vão, naturalmente, aparecendo
• Por outro lado, decorrente de
bizarras concepções do papel de quem avalia, as decorrentes do próprio modelo e
outras ligadas ao universo de avaliadores que o ME definiu, está já latente um
clima de contestação à indigitação destes, registando-se em muitos casos uma
inversão de papeis no binómio avaliador-avaliado
• A maioria dos itens constantes das
fichas não são passíveis de ser universalizados. Alguns só se aplicam a um
número reduzido de professores. Outros, pelo seu grau de subjectividade,
ressentem-se de um problema estrutural – não existem quadros de referência em
função dos quais seja possível promover a objectividade da avaliação do
desempenho
• As questões colocadas anteriormente
assumem um papel fundamental nas arbitrariedades que se têm sucedido porque, o
modelo centra-se nas responsabilidades individuais e não no contributo para o
desenvolvimento de uma cultura de avaliação
• Suspender o processo de avaliação
desde já, e numa altura em que cresce o número de escolas que, por motu
proprio, suspendem todo o processo, permitirá:
1. recentrar a atenção dos professores
naquela que é a sua primeira e fundamental missão – ensinar
2. permitir assim que os professores se
preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos